Toda vitória tem uma parte que ninguém vê. A corrida às cinco da manhã, a dieta numa terça qualquer, o treino feito sem vontade. O pódio dura um minuto. A disciplina que levou até ele durou anos.

A gente acredita nisso, e acredita numa coisa que vem antes. A maior vitória da história já foi conquistada, e quem lutou foi Ele. Na cruz, Jesus disse “está consumado” (João 19:30). O nome Dele em hebraico é Yeshua, que quer dizer “Deus salva”. O ponto vermelho que fecha o nosso nome lembra o sangue que pagou essa conta.
Como a conta já está paga, a gente treina livre. Sem culpa, sem precisar provar valor no espelho ou na balança, porque esse valor Ele deu de graça. Daí pra frente, cada treino é um jeito de agradecer.

Força, pra nós, começa por dentro: os que esperam no Senhor renovam as suas forças (Isaías 40:31). Foco é saber pra onde se corre, olhando para Jesus, autor e consumador da fé (Hebreus 12:2). E disciplina é fruto do Espírito, o domínio próprio (Gálatas 5:23), que cresce como músculo, um pouco por dia.
O corpo é templo (1Co 6:19). A gente cuida dele como quem cuida de algo confiado por alguém que ama muito, com o que é mais simples e mais difícil: repetição. Acordar, treinar, comer bem, descansar. E de novo amanhã.

